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Celular Moto G35 5G é bom? Veja onde a Motorola economizou

Para um celular barato, o Moto G35 5G entrega muito: 256 GB, tela Full HD+ de 120 Hz, NFC, eSIM e até câmera ultrawide. O corte aparece na memória RAM, de apenas 4 GB. Veja o que isso significa no dia a dia.

Por Pablo Tiburcio — Editor do Seletobox

Publicado em 01/11/2026 · 10 min de leitura

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Como produzimos este conteúdo

Pesquisa editorial, análise de ficha técnica e recursos.

Este conteúdo foi produzido com pesquisa editorial, consulta a informações oficiais dos fabricantes, comparação de especificações, recursos, preços e possíveis cenários de uso. Atualmente, o Seletobox não realiza testes físicos dos produtos apresentados.

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Motorola Moto G35 5G

Motorola Moto G35 5G

Motorola Moto G35 5G

O Moto G35 5G entrega recursos de intermediário sem subir muito de faixa de preço, e isso vale também para o acabamento. O corpo é de plástico, mas a traseira imita couro vegano, o que dá uma pegada mais agradável e disfarça bem a cara de celular barato. A tela tem Gorilla Glass 3, que ajuda contra riscos do dia a dia, e o leitor de digitais fica no botão de energia, uma posição prática para destravar com um toque.

Pontos positivos

  • 5G
  • NFC
  • eSIM
  • 256 GB de armazenamento
  • Tela Full HD+ de 120 Hz
  • Câmera ultrawide de 8 MP
  • Gravação traseira em 4K

Pontos negativos

  • Tela IPS
  • 4 GB de RAM
  • Carregamento é relativamente lento
  • Processador Unisoc T760 limita tarefas e jogos mais pesados

Análise detalhada

Celular barato costuma vir com uma pegadinha: você economiza no preço e só depois descobre onde a fabricante cortou. No Moto G35 5G, pelo menos, a Motorola foi generosa em várias partes, como conectividade, armazenamento, som estéreo e até entrada P2, cada vez mais rara.

Olhando só ficha técnica, até empolga à primeira vista. Mas não existe milagre tecnológico: para colocar tanta coisa em um modelo acessível, algum corte precisava aparecer.

O principal ponto fraco são os 4 GB de RAM física, que em 2026 limitam o uso em tarefas pesadas, como jogos e vários aplicativos abertos ao mesmo tempo. O RAM Boost, que usa parte do armazenamento como memória virtual, ajuda, mas não substitui a RAM física.

Primeiro, vamos esclarecer esses supostos 12 GB de RAM

Esse é provavelmente o ponto mais importante da matéria porque a forma como a memória aparece em alguns anúncios pode confundir bastante. O Moto G35 5G tem 4 GB de RAM física. Além disso, a Motorola permite reservar até 8 GB do armazenamento para o recurso chamado RAM Boost.

Somando os dois números, aparece aquele chamativo “4 GB + 8 GB RAM Boost”, que visualmente parece quase um celular de 12 GB. Só que não é assim que funciona. O RAM Boost usa parte do armazenamento interno como memória virtual e serve principalmente para ajudar a manter mais aplicativos disponíveis em segundo plano.

Ele é útil? Sim. Transforma 4 GB físicos em 12 GB reais? Não. A própria Motorola explica que a função utiliza o armazenamento interno e pode até ser desativada. Então eu compraria o G35 sabendo que estou levando um celular de 4 GB de RAM, com uma ajuda extra do sistema — e não um intermediário parrudo de 12 GB.

Desempenho: para o básico ele vai bem, mas existe um teto

O processador é o Unisoc T760, um chip de 6 nm acompanhado pela GPU Mali-G57. Para WhatsApp, Instagram, TikTok, YouTube, navegador, aplicativos bancários, mapas e tarefas comuns, o conjunto dá conta sem transformar cada toque na tela em um exercício de paciência.

A interface relativamente leve da Motorola também ajuda. Só que, quando vários aplicativos começam a disputar espaço na memória ou entram jogos mais exigentes, os 4 GB físicos aparecem na conversa. Aplicativos podem precisar ser recarregados com mais frequência e a experiência perde aquela folga que encontramos em modelos com 8 GB reais.

Eu não compraria o G35 pensando em jogos pesados. Para títulos mais simples ou com gráficos reduzidos, tudo bem. Agora, esperar que ele enfrente os jogos mais exigentes como um intermediário potente é cobrar do rapaz um cargo para o qual ele nunca se candidatou.

A tela é melhor do que a faixa do aparelho faz imaginar

A Motorola colocou uma tela grande de 6,7 polegadas com resolução Full HD+ e taxa de atualização de até 120 Hz. E aqui existe uma diferença importante para vários celulares baratos: a resolução não ficou presa ao HD+.

Isso ajuda principalmente em textos, vídeos, páginas da internet e imagens, que ganham mais definição. Os 120 Hz também deixam rolagens e animações mais suaves, então navegar pelas redes sociais fica bem mais agradável.

O painel é IPS LCD, não AMOLED. Isso significa que o contraste e os tons escuros não têm o mesmo impacto de aparelhos como alguns Galaxy e Redmi da mesma faixa. Ainda assim, entre ter um LCD Full HD+ de 120 Hz e um painel básico de baixa resolução, eu fico tranquilamente com a primeira opção.

Moto G35 5G exibindo sua tela de 6,7 polegadas
A resolução Full HD+ e os 120 Hz ajudam a tela do Moto G35 a se destacar entre celulares mais baratos.

256 GB deixam o G35 confortável para o dia a dia

Se a RAM é apertada, pelo menos armazenamento não deve ser um problema tão cedo. A configuração destacada oferece 256 GB, espaço suficiente para fotos, vídeos, aplicativos e documentos. Para um celular dessa faixa, é um ponto forte: dá para usar o aparelho por bastante tempo, e não obriga o usuário a fazer aquela faxina no aparelho poucos meses depois.

Também existe suporte a cartão microSD. Só vale lembrar que a bandeja física é compartilhada com o cartão, enquanto o aparelho também oferece eSIM. Na prática, isso dá uma flexibilidade interessante para quem quer expandir o armazenamento sem abandonar uma segunda linha.

Câmera de 50 MP com ultrawide: uma combinação mais interessante que o normal

Na traseira, o Moto G35 traz câmera principal de 50 MP e uma ultrawide de 8 MP com campo de visão mais aberto. Só o fato de existir uma ultrawide de verdade já é positivo, porque vários aparelhos baratos preferem ocupar espaço com sensores auxiliares de pouca utilidade.

A principal deve ser a escolha para quase todas as situações do cotidiano, enquanto a ultrawide entra quando você precisa colocar mais gente na foto, registrar uma paisagem ou enquadrar um ambiente sem precisar dar três passos para trás — o que nem sempre é possível sem encontrar uma parede.

Não espere fotografia de topo de linha, principalmente à noite. O G35 continua sendo um aparelho acessível e não possui estabilização óptica. Mas a combinação de principal + ultrawide é mais útil do que encher a traseira de câmeras só para melhorar a foto do anúncio.

Câmeras traseiras do Motorola Moto G35 5G
A ultrawide de 8 MP é um diferencial interessante em uma categoria onde muitos aparelhos oferecem apenas a câmera principal realmente útil.

E ele ainda grava em 4K

Outro detalhe pouco comum nessa faixa é a gravação traseira em resolução 4K. Não significa que o Moto G35 virou uma câmera de produção profissional, mas é uma vantagem para quem gosta de gravar viagens, família, pets ou vídeos para assistir depois em uma tela maior.

A câmera frontal de 16 MP fica limitada ao Full HD a 30 quadros por segundo, o que já é suficiente para chamadas, selfies e vídeos rápidos para redes sociais.

5G, NFC e eSIM: aqui a Motorola não economizou

Talvez seja essa a parte que explique melhor por que o G35 continua interessante. Ele oferece 5G, NFC para pagamentos por aproximação e até eSIM, três recursos que ainda podem desaparecer quando o preço do celular começa a cair.

O 5G ajuda principalmente pensando nos próximos anos, enquanto o NFC resolve aquele hábito perigosamente confortável de sair de casa só com o celular e perceber depois que a carteira ficou em cima da mesa.

O eSIM também abre possibilidades interessantes para quem usa duas linhas, viaja ou simplesmente prefere não depender apenas do chip físico. Não é um recurso obrigatório para todo mundo, mas é muito melhor tê-lo disponível do que descobrir que precisava depois.

Som estéreo e P2 são duas boas surpresas

O Moto G35 mantém a entrada de 3,5 mm para fones com fio e também oferece alto-falantes estéreo com Dolby Atmos. É uma combinação que conversa bem com a tela grande para quem assiste vídeos ou escuta música sem fone.

A entrada P2 talvez pareça detalhe para quem já vive de fone Bluetooth, mas ainda é extremamente prática para headsets, caixas de som, carros mais antigos ou simplesmente para quem não curte fones com bateria.

Bateria de 5.000 mAh: boa, mas sem pressa para recarregar

A bateria tem 5.000 mAh e forma um conjunto coerente com o restante do aparelho. Para uso cotidiano, a expectativa é conseguir atravessar o dia sem grandes dramas, embora jogos, brilho alto, câmera e 5G possam reduzir bastante essa autonomia.

O carregador TurboPower de 20 W acompanha a versão oficial brasileira, o que já evita precisar comprar um adaptador separado. Mas não espere recargas particularmente rápidas. É mais um aparelho para colocar na tomada com calma do que para recuperar grande parte da bateria enquanto você troca de roupa antes de sair.

Android 15 chegou, mas o tempo de suporte já merece atenção

O Moto G35 saiu originalmente com Android 14 e a Motorola já disponibilizou a atualização para Android 15, inclusive com novos recursos de sistema.

Só que existe um detalhe que pesa bastante em novembro de 2026: a página oficial de suporte da Motorola informa atualizações de segurança para o modelo até agosto de 2027.

Isso não faz o celular parar de funcionar no dia seguinte. Mas significa que quem está comprando agora pensando em usar o aparelho por quatro ou cinco anos precisa colocar essa política na conta. Nesse ponto, eu seria bem mais cauteloso do que seria apenas olhando a ficha técnica.

Moto G35 5G ou Moto G56 5G?

O Moto G56 5G é um salto considerável principalmente onde o G35 mais sofre. Ele traz 8 GB de RAM física, processador Dimensity mais forte, bateria de 5.200 mAh e carregamento de 33 W. Ou seja, não é apenas um G35 com nome maior.

O G35 continua fazendo sentido quando a prioridade é gastar menos e o uso é mais simples. Mas se a diferença de valor estiver pequena, eu não economizaria justamente nos 4 GB extras de RAM física e no desempenho.

Moto G35 5G ou Galaxy A17?

Essa comparação depende bastante do que você valoriza. O Moto G35 aposta em 5G, NFC, tela Full HD+ de 120 Hz e recursos como eSIM e ultrawide. Já o Galaxy A17 entrega uma experiência mais refinada em tela, com painel Super AMOLED, além de câmera principal com estabilização óptica, carregamento de 25 W e resistência a respingos IP54.

Não escolha apenas pela marca: os dois têm 5G, NFC, bateria de 5.000 mAh e fazem cortes em pontos diferentes. Se você prioriza fluidez, flexibilidade de conexões e gravação em 4K, o Moto G35 é a melhor pedida; se prefere tela mais bonita, fotos mais estáveis e proteção contra poeira e respingos, o Galaxy A17 compensa a diferença, então vale decidir qual corte incomoda menos no seu uso.

Para quem o Moto G35 5G faz sentido?

Eu vejo o G35 como uma boa opção para quem usa principalmente WhatsApp, redes sociais, vídeos, bancos, mapas, chamadas e navegação, mas quer 5G, NFC e bastante armazenamento sem subir muito de faixa.

Também faz sentido para quem valoriza recursos práticos como entrada P2, microSD, eSIM e câmera ultrawide. É um celular cheio de pequenas comodidades, e isso ajuda bastante a compensar uma ficha de desempenho mais modesta.

E para quem eu procuraria outro celular?

Se você usa muitos aplicativos ao mesmo tempo, joga títulos pesados ou pretende comprar agora para passar quatro ou cinco anos sem pensar em troca, eu subiria um degrau.

Os 4 GB de RAM física já são um limite relevante em 2026 e a janela restante de atualizações de segurança também não ajuda nessa ideia de longo prazo. O Moto G35 é mais fácil de recomendar como aparelho econômico para o presente do que como investimento para muitos anos.

Pontos de atenção antes de comprar

Não interprete a expressão “4 GB + 8 GB RAM Boost” como 12 GB de RAM física. O aparelho possui 4 GB reais, enquanto o restante é memória virtual criada usando parte do armazenamento interno.

Também compare a diferença para o Moto G56 antes da compra. Se os dois estiverem próximos, os 8 GB de RAM física e o processador mais forte do G56 justificam considerar o modelo superior.

Por fim, leve em conta o suporte de software. A Motorola informa atualizações de segurança para o G35 até agosto de 2027, então quem pretende ficar muitos anos com o mesmo aparelho encontra opções mais interessantes nesse aspecto.

Perguntas frequentes

Sim, para uso cotidiano. Ele atende bem redes sociais, mensagens, vídeos, bancos, navegação e tarefas comuns, além de oferecer 5G, NFC e 256 GB. Os 4 GB de RAM física são o principal limite para multitarefa e aplicações mais pesadas.

Conclusão: Moto G35 5G vale a pena?

O Moto G35 5G é um celular que economiza no lugar mais fácil de perceber com o tempo: desempenho. Só que, em troca, entrega uma quantidade bem interessante de recursos para um modelo acessível. Tela Full HD+ de 120 Hz, 256 GB, 5G, NFC, eSIM, ultrawide, vídeo em 4K, som estéreo, P2 e microSD formam um pacote difícil de chamar de básico.

Eu compraria sabendo exatamente onde está o corte. Para um uso tranquilo e com foco em economizar, ele faz sentido. Para multitarefa pesada, jogos ou muitos anos de uso, os 4 GB de RAM física e o suporte de segurança previsto somente até agosto de 2027 fazem o G35 perder força. Nesse caso, gastar um pouco mais em um modelo como o Moto G56 pode ser dinheiro melhor colocado.

Especificações Técnicas

ProcessadorUnisoc T760
CPUOcta-core, até 2,2 GHz
GPUMali-G57
Memória RAM física4 GB
RAM BoostAté 8 GB de memória virtual
Armazenamento256 GB
ExpansãoSuporte a cartão microSD
Tela6,7 polegadas, IPS LCD
Resolução2400 x 1080 pixels, FHD+
Taxa de atualizaçãoAté 120 Hz
BrilhoAté 1.000 nits
Proteção da telaCorning Gorilla Glass 3
Câmera principal50 MP
Câmera ultrawide8 MP
Câmera frontal16 MP
Vídeo traseiroAté 4K
Vídeo frontalFull HD a 30 fps
Bateria5.000 mAh
Carregador inclusoTurboPower 20 W
Rede móvel5G, 4G, 3G e 2G
NFCSim
eSIMSim
Wi-FiWi-Fi 5, 2,4 GHz e 5 GHz
Bluetooth5.0
ÁudioAlto-falantes estéreo com Dolby Atmos
Entrada para fone3,5 mm
Rádio FMSim
BiometriaLeitor de digitais lateral e desbloqueio facial
Sistema de lançamentoAndroid 14
AtualizaçãoAndroid 15 disponível
Dimensões166,29 x 75,98 x 7,79 mm
PesoAproximadamente 188,2 g
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